{"id":4956,"date":"2022-02-25T12:29:36","date_gmt":"2022-02-25T15:29:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.professorvladmirsilveira.com.br\/\/?p=4956"},"modified":"2022-02-25T12:29:36","modified_gmt":"2022-02-25T15:29:36","slug":"sp-amplia-acoes-dentro-das-escolas-publicas-para-tentar-amparar-e-proteger-alunos-trans","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/2022\/02\/25\/sp-amplia-acoes-dentro-das-escolas-publicas-para-tentar-amparar-e-proteger-alunos-trans\/","title":{"rendered":"SP amplia a\u00e7\u00f5es dentro das escolas p\u00fablicas para tentar amparar e proteger alunos trans"},"content":{"rendered":"<p>Quando decidiu assumir-se mulher trans, aos 13 anos, a estudante Jasmine Silva Correa, hoje com 17, n\u00e3o enfrentou preconceito dos colegas de sala de aula. &#8220;Naquele momento, n\u00e3o ouvi piadinhas e nem sofri bullying&#8221;, conta a aluna do terceiro ano do ensino m\u00e9dio da escola estadual Professor Clodonil Cardoso, em Iguape, no interior de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Isso se deve, segundo a estudante, \u00e0 abordagem da institui\u00e7\u00e3o de ensino sobre o tema, que fica naturalizado quando colocado em discuss\u00e3o. &#8220;A escola tinha falado tanto disso, que os alunos j\u00e1 perceberam que bullying n\u00e3o \u00e9 uma coisa legal de fazer com uma trans e nem com ningu\u00e9m.&#8221;<\/p>\n<div id=\"aol_outstream_article\" data-bcid=\"56603651bbe5bf10d057f868\" data-id=\"110\" data-m=\"{&quot;i&quot;:110,&quot;p&quot;:109,&quot;n&quot;:&quot;aol-article-inlineOutstreamAd&quot;,&quot;t&quot;:&quot;AolInlineOutstreamAd&quot;,&quot;o&quot;:1}\">\n<div id=\"590760c31de5a10537b6f1b3\" class=\"vdb_player vdb_590760c31de5a10537b6f1b356603651bbe5bf10d057f868\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Reconhecendo a import\u00e2ncia do debate dentro da escola, o governo de S\u00e3o Paulo decidiu definir uma pol\u00edtica p\u00fablica voltada aos alunos LGBTQIA+ ampliando o Conviva SP, programa criado em 2019 que busca identificar vulnerabilidades em cada unidade escolar para a implementa\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de Melhoria de Conviv\u00eancia, al\u00e9m de atrelar a\u00e7\u00f5es proativas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A iniciativa teve in\u00edcio na segunda-feira (14) em uma escola de Mogi das Cruzes, na Grande S\u00e3o Paulo, em reuni\u00e3o que contou com a primeira diretora trans da rede estadual, Paula Beatriz, com a deputada Erica Malunguinho (PSOL), que \u00e9 mulher trans, e com representantes da Apeoesp (sindicato dos professores do estado) e do F\u00f3rum LGBT de Mogi das Cruzes, al\u00e9m de psic\u00f3logos, diretores e dirigente de ensino.<\/p>\n<p>&#8220;O jovem atualmente, seja por sua orienta\u00e7\u00e3o sexual ou pela sua identidade de g\u00eanero, se reconhece cada vez mais cedo. E a escola precisa aprender a tratar esse estudante, desde o uso correto do pronome at\u00e9 a inclus\u00e3o no programa pedag\u00f3gico de forma igualit\u00e1ria&#8221;, explica Henrique Pimentel, chefe de gabinete da Seduc-SP (Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo), sob gest\u00e3o Jo\u00e3o Doria (PSDB).<\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es em curso, h\u00e1 um projeto voltado para a forma\u00e7\u00e3o continuada de todos os 240 mil profissionais de educa\u00e7\u00e3o referente \u00e0s quest\u00f5es de sexualidade e identidade de g\u00eanero, a continua\u00e7\u00e3o do mapeamento do nome social, que teve in\u00edcio em 2019, e o est\u00edmulo a debates por meio dos Clubes Juvenis.<\/p>\n<p>Alunos transexuais e travestis da rede estadual ganharam o direito de usar o nome social em 2015. Desde ent\u00e3o, essa demanda cresceu 900% nas escolas, segundo a Seduc-SP. Naquele primeiro ano, 161 estudantes solicitaram a inser\u00e7\u00e3o do nome social no cadastro da Secretaria Escolar Digital. Em 2016, foram 256. Entre 2020 e 2021, o n\u00famero subiu de 819 para 1.614 estudantes, um aumento de 97%.<\/p>\n<p>A estudante Natasha de Jesus, 36, j\u00e1 passou a usar seu nome social no seu retorno \u00e0 escola, em 2021. Ela, que ficou quase 15 anos afastada das aulas por receio do preconceito, agora \u00e9 aluna do \u00faltimo ano do EJA (Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos), onde encontrou um ambiente bem diferente daquele de quando abandonou os estudos, em 2007.<\/p>\n<p>&#8220;Quando comecei a minha transi\u00e7\u00e3o, abandonei a escola na 7\u00aa s\u00e9rie porque n\u00e3o havia respeito. Trabalhei como profissional do sexo por quase 20 anos para sobreviver. Mas isso \u00e9 passado&#8221;, afirma a estudante que, ap\u00f3s concluir o ensino m\u00e9dio, pretende ser t\u00e9cnica em enfermagem.<\/p>\n<p>Natasha diz que teve receio de voltar a estudar e ser hostilizada em meio a tantos adolescentes. &#8220;Mas foi o contr\u00e1rio, todos os meus colegas foram acolhedores. Temos at\u00e9 grupos de estudo&#8221;, conta a primeira aluna transg\u00eanero da escola estadual Professor Fidelino Figueiredo, no bairro Santa Cec\u00edlia, centro de SP.<\/p>\n<p>A estudante cita algumas pol\u00edticas p\u00fablicas que existem hoje e, segundo ela, n\u00e3o existiam no passado escolar. &#8220;Sou respeitada, sou chamada pelo meu nome social e uso o banheiro feminino.&#8221;<\/p>\n<p>Mas nem sempre os alunos e alunas transg\u00eaneros conseguem ter suas integridades f\u00edsica e psicol\u00f3gica garantidas. No dia 9 de fevereiro, uma aluna trans de uma escola em Mogi das Cruzes, a mesma do evento promovido pelo governo estadual, ficou ferida ap\u00f3s apanhar de outros alunos em uma briga generalizada. Um v\u00eddeo da agress\u00e3o viralizou e deixou a aluna ainda mais exposta.<\/p>\n<p>Pimentel explica que um trabalho de atendimento psicol\u00f3gico foi realizado tanto com a v\u00edtima quanto com os agressores. Ela est\u00e1 em casa tendo aulas virtuais para n\u00e3o perder conte\u00fado, enquanto decide se quer voltar a estudar naquela escola. J\u00e1 eles, os alunos envolvidos na briga, foram suspensos das aulas por alguns dias, mas j\u00e1 est\u00e3o de volta \u00e0 escola.<\/p>\n<p>&#8220;O direito da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 de todos. Optamos por n\u00e3o expulsar os alunos envolvidos na agress\u00e3o, mas, sim, trabalhar com eles na conscientiza\u00e7\u00e3o para que compreendam seus atos e, com isso, evitar a reincid\u00eancia. Isso faz parte da pol\u00edtica p\u00fablica. Trabalhamos com eles e com todos os alunos da escola para reinserirmos os estudantes num contexto normalizado, inclusive a v\u00edtima&#8221;, afirma Pimentel.<\/p>\n<p>O que aconteceu na escola na Grande S\u00e3o Paulo &#8220;\u00e9 reflexo de uma sociedade violenta, que produz discurso de \u00f3dio e pr\u00e1ticas de viol\u00eancia contra pessoas LGBT&#8221;, de acordo com Erica Malunguinho, a primeira deputada estadual trans eleita no Brasil, em 2018.<\/p>\n<p>&#8220;Essa viol\u00eancia \u00e9 a tentativa de apagar e excluir pessoas LGBT. Quando na verdade a escola, espa\u00e7o de sociabiliza\u00e7\u00e3o por onde toda a sociedade passa, deveria ser da diversidade. N\u00e3o s\u00f3 o governo, mas a sociedade tamb\u00e9m precisa se conscientizar sobre esse processo.&#8221;<\/p>\n<p>Erica afirma que na reuni\u00e3o foi solicitado um posicionamento concreto do governo estadual em rela\u00e7\u00e3o ao caso. &#8220;Essa viol\u00eancia \u00e9 hist\u00f3rica. Por isso, n\u00e3o queremos apenas uma nota de rep\u00fadio, queremos uma resposta antidiscriminat\u00f3ria como marca de governo com pol\u00edticas p\u00fablicas eficientes.&#8221;<\/p>\n<p>A professora de filosofia Juliana Guariniello, mulher trans, conta que teve que driblar o preconceito para conquistar os diplomas de filosofia, pedagogia e mestrado. Atualmente, ela tamb\u00e9m \u00e9 vice-diretora da escola estadual Professor Fernando Buonaduce, em Osasco, na Grande SP. O curr\u00edculo dela, segundo a educadora, refor\u00e7a a import\u00e2ncia de um ambiente escolar saud\u00e1vel para evitar a evas\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>&#8220;Eu sei que sou exce\u00e7\u00e3o com minha forma\u00e7\u00e3o. Lutei muito por ela. E hoje me sinto feliz em poder ser um espelho para outros alunos. \u00c9 preciso conscientiz\u00e1-los que \u00e9 poss\u00edvel estudar e ir longe, por isso representatividade \u00e9 essencial. Me sinto no papel de incentivar&#8221;, afirma a vice-diretora.<\/p>\n<p>Juliana continua. &#8220;Muitas alunas trans abandonam a escola e n\u00e3o conseguem terminar os estudos por agress\u00f5es f\u00edsicas e verbais. \u00c9 um assassinato social.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com relat\u00f3rio da TGEU (Transgender Europe), que monitora dados levantados por institui\u00e7\u00f5es trans e LGBTQIA+, entre outubro de 2020 e setembro de 2021, o Brasil estava folgado na lideran\u00e7a das mortes de pessoas trans: 125.<\/p>\n<p>Outros tempos A educadora Juliana, aos 39 anos, afirma que houve avan\u00e7os na educa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos anos 1990, quando era ela quem sentava na carteira escolar.<\/p>\n<p>&#8220;Na minha \u00e9poca, n\u00e3o tinha nem respaldo legal. Usar nome social? Jamais. A gente combate o preconceito com informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 um trabalho de formiguinha. Quando o aluno se sente acolhido, tem uma mudan\u00e7a estrutural na vida dele. Precisamos formar uma gera\u00e7\u00e3o que respeita as diferen\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<p>Jasmine, a aluna do interior de SP, diz que, al\u00e9m do nome social, pretende deixar um legado na vida escolar. &#8220;Quero sair daqui com o direito de usar o banheiro feminino. Isso ainda n\u00e3o acontece. Essa vai ser minha \u00faltima batalha na escola.&#8221;<\/p>\n<p>Questionada, a Seduc informa que as escolas da rede estadual possuem autonomia para decidir a quest\u00e3o do uso do banheiro por pessoas transg\u00eanero. Segue afirmando que as unidades respeitam e acolhem as necessidades dos estudantes, para que todos se sintam confort\u00e1veis.<\/p>\n<p>A secretaria afirma, ainda, que atua a partir de pr\u00e1ticas baseadas em evid\u00eancias. Informa que as a\u00e7\u00f5es na unidade de Mogi das Cruzes ser\u00e3o monitoradas e, em seus aspectos efetivos, far\u00e3o parte do protocolo orientador para todas as unidades escolares da rede.<\/p>\n<p>Fonte: Msn<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando decidiu assumir-se mulher trans, aos 13 anos, a estudante Jasmine Silva Correa, hoje com 17, n\u00e3o enfrentou preconceito dos colegas de sala de aula. &#8220;Naquele momento, n\u00e3o ouvi piadinhas e nem sofri bullying&#8221;, conta a aluna do terceiro ano do ensino m\u00e9dio da escola estadual Professor Clodonil Cardoso, em Iguape, no interior de S\u00e3o Paulo. 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