{"id":2062,"date":"2019-09-25T14:16:57","date_gmt":"2019-09-25T17:16:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.professorvladmirsilveira.com.br\/\/?p=2062"},"modified":"2019-09-25T14:16:57","modified_gmt":"2019-09-25T17:16:57","slug":"producao-cientifica-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/2019\/09\/25\/producao-cientifica-do-brasil\/","title":{"rendered":"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"entry-title\"><strong>Relat\u00f3rio da Clarivate para a Capes mostra o panorama da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Brasil (2011-2016).<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/www.professorvladmirsilveira.com.br\/\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Clique-aqui-para-acessar-o-Relat\u00f3rio.pdf\">Clique aqui para acessar o Relat\u00f3rio<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/noticias\/relatorio-da-clarivate-para-capes-revela-panorama-da-producao-cientifica-do-brasil-2011-2016\/\">SIBI USP<\/a><\/strong><\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio intitulado <a href=\"http:\/\/www.capes.gov.br\/images\/stories\/download\/diversos\/17012018-CAPES-InCitesReport-Final.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Research in Brazil<\/em><\/strong><\/a>\u00a0[1], produzido pela equipe de analistas de dados da <a href=\"http:\/\/clarivate.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clarivate Analytics<\/a> para a Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (<a href=\"http:\/\/www.capes.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CAPES<\/a>) apresenta elementos que corroboram significativa melhora de desempenho da pesquisa brasileira de 2011 a 2016 [2].<\/p>\n<p>Os dados analisados foram obtidos do <a href=\"https:\/\/incites.thomsonreuters.com\/#\/signin\">InCites<\/a>, plataforma anal\u00edtica baseada nos documentos (artigos, trabalhos de eventos, livros, patentes, sites e estruturas qu\u00edmicas, compostos e rea\u00e7\u00f5es) indexados na base de dados multidisciplinar <a href=\"http:\/\/apps-webofknowledge.ez67.periodicos.capes.gov.br\/\">Web of Science<\/a> editada pela Clarivate Analytics (anteriormente produzida pela\u00a0<em>Thomson Reuters<\/em>). O Relat\u00f3rio procura responder perguntas sobre como a pesquisa brasileira est\u00e1 mudando e como o desempenho foi afetado por mudan\u00e7as na pol\u00edtica e no financiamento. Usando a bibliometria para analisar documentos de pesquisa brasileiros publicados entre 2011 e 2016, foram identificados pontos fortes e oportunidades para a pol\u00edtica de pesquisa e ci\u00eancia brasileira. Al\u00e9m dos dados de desempenho global, o Relat\u00f3rio cont\u00e9m ap\u00eandices que apresentam informa\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas e perfis dos estados brasileiros mais produtivos.<\/p>\n<p>Esta mat\u00e9ria apresenta um resumo das an\u00e1lises, conclus\u00f5es e gr\u00e1ficos contidos no Relat\u00f3rio original (<em>tradu\u00e7\u00e3o livre<\/em>). As principais conclus\u00f5es do Relat\u00f3rio foram:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Produtividade<\/strong><\/p>\n<p>\u2022 O Brasil \u00e9 o 13\u00ba maior produtor de publica\u00e7\u00f5es de pesquisa (<em>papers<\/em>) em n\u00edvel mundial e seus resultados de pesquisa crescem anualmente (<em>Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 1 original<\/em>).<\/p>\n<div class=\"holder\">\n<div class=\"holder default-page\">\n<div class=\"page-content\">\n<article id=\"post-19110\" class=\"post-19110 post type-post status-publish format-standard hentry category-noticias tag-2073 tag-analise-bibliometrica tag-artigos tag-bibliometria tag-capes tag-citacoes tag-clarivate-analytics tag-fator-de-impacto tag-impacto-cientifico tag-incites tag-papers tag-producao-cientifica tag-web-of-science single-post\">\n<div class=\"entry-content clearfix\">\n<figure id=\"attachment_19146\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-labelledby=\"figcaption_attachment_19146\"><a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-posi%C3%A7%C3%A3o-do-Brasil-no-mundo.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19146\" title=\"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil\" src=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-posi%C3%A7%C3%A3o-do-Brasil-no-mundo.jpg\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"420\" \/><\/a><figcaption id=\"figcaption_attachment_19146\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com os autores do Relat\u00f3rio, desde 1990, o governo brasileiro estabeleceu objetivos ambiciosos para aumentar as despesas internas brutas em pesquisa e desenvolvimento (em ingl\u00eas <em>Gross Domestic Expenditure on Research and Development \u2013 GERD<\/em>) com uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB). O objetivo atual, estabelecido em 2014, \u00e9 alcan\u00e7ar 2% at\u00e9 2019, de acordo com a Estrat\u00e9gia Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (ENCTI) 2016-19, que colocou a inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds como uma estrat\u00e9gia central de aumento da produtividade, desenvolvimento econ\u00f4mico e social [3].<\/p>\n<p>Embora esse objetivo n\u00e3o tenha sido cumprido \u2013 os dados da GERD mais recentes para 2014 situaram-se em 1,17% do PIB, ante 1,20% no ano anterior \u2013 em termos reais de financiamento, a pesquisa continua a crescer.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o impacto da pesquisa brasileira?<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de cita\u00e7\u00f5es que uma publica\u00e7\u00e3o de pesquisa (<em>paper<\/em>) recebe reflete o impacto que teve em pesquisas posteriores. As publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas citam documentos anteriores para validar uma contribui\u00e7\u00e3o intelectual. Portanto, pode-se dizer que uma publica\u00e7\u00e3o (ou uma cole\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es) com uma contagem de cita\u00e7\u00f5es mais elevada teve um impacto maior no campo de conhecimento ao qual se relacionou. No entanto, as taxas de cita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dependem da \u00e1rea de pesquisa e da idade de uma publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (os documentos mais antigos tiveram mais tempo para obter cita\u00e7\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o com os mais recentes). Para explicar esses fatores, a contagem de cita\u00e7\u00f5es de publica\u00e7\u00f5es foi normalizada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia mundial de cita\u00e7\u00f5es esperada para o campo de conhecimento e o ano de publica\u00e7\u00e3o. Neste Relat\u00f3rio, o termo \u201cimpacto de cita\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 usado para referir-se \u00e0 contagem m\u00e9dia de cita\u00e7\u00f5es normalizada para uma publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou grupo de documentos, em vez da contagem m\u00e9dia de cita\u00e7\u00f5es por publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (<em>paper<\/em>).<\/p>\n<p>\u2022 O impacto da cita\u00e7\u00e3o do Brasil historicamente foi abaixo da m\u00e9dia mundial, mas aumentou mais de 15% em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos seis anos (<em>Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 3 original<\/em>).<\/p>\n<figure id=\"attachment_19149\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-labelledby=\"figcaption_attachment_19149\"><a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-impact.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19149\" title=\"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil\" src=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-impact.jpg\" sizes=\"(max-width: 583px) 100vw, 583px\" srcset=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-impact.jpg 941w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-impact-300x125.jpg 300w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-impact-768x320.jpg 768w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-2018-impact-180x75.jpg 180w\" alt=\"\" width=\"583\" height=\"243\" \/><\/a><figcaption id=\"figcaption_attachment_19149\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ainda de acordo com o Relat\u00f3rio, o impacto do Brasil na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mundial aumentou ano-a-ano de 0,73 em 2011 para 0,86 em 2016, um aumento de 18%. Caso essa tend\u00eancia atual seja mantida, em 2021, o Brasil atingir\u00e1 a m\u00e9dia global de 1,0. Hoje, o Brasil produz alguns artigos altamente citados e alcan\u00e7ou boas taxas de cita\u00e7\u00f5es entre os 1% dos artigos mais citados no mundo (aqueles com um impacto m\u00e9dio de cita\u00e7\u00e3o maior ou igual a 4,0).<\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o internacional<\/strong><\/p>\n<p>Globalmente, a ci\u00eancia torna-se cada vez mais colaborativa, cada pa\u00eds colaborando com cerca de 200 outros pa\u00edses. O impacto da cita\u00e7\u00e3o parece correlacionar-se fortemente com as taxas de colabora\u00e7\u00e3o internacional. Portanto, os 80.291 documentos produzidos por autores brasileiros em co-autoria internacional alcan\u00e7aram o impacto m\u00e9dio mundial de 1,31 pontos, ultrapassando o \u00edndice nacional de 0,86 (2016), e representam em torno de 32,03% do total de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas produzidas pelo Brasil no per\u00edodo (Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 23 original). De acordo com o Relat\u00f3rio, \u00e9 encorajador ver que, ao comparar os pa\u00edses que comp\u00f5em o BRICS, o Brasil teve aumentos anuais no n\u00famero de documentos produzidos em colabora\u00e7\u00e3o internacional, com impacto m\u00e9dio maior.<\/p>\n<figure id=\"attachment_19191\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-labelledby=\"figcaption_attachment_19191\"><a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-efeito-da-colabora%C3%A7%C3%A3o-internacional.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19191\" title=\"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil\" src=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-efeito-da-colabora%C3%A7%C3%A3o-internacional.jpg\" alt=\"\" width=\"541\" height=\"292\" \/><\/a><figcaption id=\"figcaption_attachment_19191\" class=\"wp-caption-text\"><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science (2011-2016)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u2022 Cada vez mais os pesquisadores brasileiros est\u00e3o ultrapassando as fronteiras do pa\u00eds e mesmo indo al\u00e9m da Am\u00e9rica Latina. Os documentos resultantes de co-autorias internacionais t\u00eam tido um impacto maior do que a pesquisa realizada exclusivamente no Brasil.<br \/>\n\u2022 No geral, os co-autores da ind\u00fastria colaboram com apenas cerca de 1% dos trabalhos de pesquisa brasileiros.<br \/>\n\u2022 As grandes empresas farmac\u00eauticas foram os colaboradores industriais mais frequentes e a Petrobras foi a \u00fanica empresa dom\u00e9stica a colaborar significativamente com os cientistas brasileiros (<em>Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 13 original<\/em>).<\/p>\n<figure id=\"attachment_19236\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-labelledby=\"figcaption_attachment_19236\"><a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relat%C3%B3rio-Clarivate-Capes-Top-collaborators-industry.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19236\" title=\"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil\" src=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relat%C3%B3rio-Clarivate-Capes-Top-collaborators-industry.jpg\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"361\" \/><\/a><figcaption id=\"figcaption_attachment_19236\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses pares<\/strong><\/p>\n<p>\u2022 O Brasil se compara bem com pa\u00edses vizinhos e economicamente similares, registrando crescimento acima da m\u00e9dia em impacto e colabora\u00e7\u00e3o internacional.<br \/>\n\u2022 O Brasil tem baixas taxas de colabora\u00e7\u00e3o industrial e internacional em comum com outros pa\u00edses em r\u00e1pido desenvolvimento.<br \/>\n\u2022 Pa\u00edses economicamente similares (como a \u00cdndia) e pares regionais (como a Argentina) fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre diferentes abordagens para apoiar a pesquisa que poderiam ser mais exploradas pelos decisores pol\u00edticos.<\/p>\n<p><strong>Oportunidades<\/strong><\/p>\n<p>\u2022 A composi\u00e7\u00e3o da pesquisa brasileira revela atividade e excel\u00eancia concentradas em campos que receberam investimentos setoriais.<br \/>\n\u2022 Os campos de meio ambiente. ecologia, psiquiatria, psicologia e matem\u00e1tica t\u00eam um impacto de cita\u00e7\u00e3o aproximando-se da m\u00e9dia mundial e s\u00e3o \u00e1reas em que o Brasil poderia emergir como l\u00edder.<br \/>\n\u2022 O aumento da colabora\u00e7\u00e3o inter-setorial entre a ind\u00fastria nacional e a academia traria benef\u00edcios econ\u00f4micos pelo desenvolvimento da fabrica\u00e7\u00e3o de alta tecnologia \u2013 essa abordagem j\u00e1 \u00e9 fundamental para a estrat\u00e9gia de pol\u00edtica cient\u00edfica do governo.<\/p>\n<p><strong>\u00c1reas onde o Brasil se destaca<\/strong><\/p>\n<p>Para uma vis\u00e3o geral foram utilizados 22 campos essenciais de indicadores de ci\u00eancia (<a href=\"https:\/\/esi.incites.thomsonreuters.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ESI<\/a>). Para fornecer uma imagem mais granular de pontos fortes espec\u00edficos, foram utilizadas as 252 categorias de assuntos da Web of Science de revistas cient\u00edficas. Deve-se notar que a metodologia bibliom\u00e9trica padr\u00e3o utiliza o objeto da revista como um proxy para o assunto dos documentos constituintes. Essa abordagem \u00e9 descrita mais detalhadamente no Ap\u00eandice 1.<\/p>\n<p>De acordo com os autores do Relat\u00f3rio, uma propor\u00e7\u00e3o significativa do financiamento p\u00fablico brasileiro de desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o (P&amp;D) \u00e9 direcionada a setores espec\u00edficos; 60% das despesas internas brutas em P&amp;D v\u00e3o diretamente para a pesquisa realizada nas institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, com mais 10% na pesquisa n\u00e3o orientada e os restantes 30% alocados em setores espec\u00edficos. Os maiores receptores s\u00e3o os setores agr\u00edcola (10%), tecnologia industrial (6%) e sa\u00fade (5%). Outra \u00e1rea que recebeu mais de um bilh\u00e3o de d\u00f3lares de financiamento direto nas \u00faltimas d\u00e9cadas foi a ci\u00eancia espacial. A an\u00e1lise mostra que essas \u00e1reas tamb\u00e9m s\u00e3o aquelas em que o resultado da pesquisa \u00e9 mais alto, tanto na vis\u00e3o geral quanto granular (<em>Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 31 original<\/em>).<\/p>\n<figure id=\"attachment_19284\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-labelledby=\"figcaption_attachment_19284\"><a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Top-areas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19284 size-full\" title=\"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil\" src=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Top-areas.jpg\" sizes=\"(max-width: 553px) 100vw, 553px\" srcset=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Top-areas.jpg 553w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Top-areas-300x292.jpg 300w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Top-areas-113x110.jpg 113w\" alt=\"\" width=\"553\" height=\"539\" \/><\/a><figcaption id=\"figcaption_attachment_19284\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ainda segundo os autores,\u00a0as prioridades de pesquisa podem ser grandemente afetadas pelas mudan\u00e7as na estrat\u00e9gia do governo.\u00a0O meio ambiente \u00e9 uma \u00e1rea fundamental para o governo brasileiro, pois procura equilibrar as demandas freq\u00fcentemente conflitantes de utilizar e\u00a0preservar os recursos naturais \u00fanicos do Brasil.<\/p>\n<p><strong>Medicina Cl\u00ednica<\/strong><\/p>\n<p>Alta produtividade com excel\u00eancia em especialidades selecionadas<\/p>\n<p><strong>Agricultura<\/strong><\/p>\n<p>Alto rendimento com baixo impacto internacional<\/p>\n<p><strong>F\u00edsica e ci\u00eancias espaciais<\/strong><\/p>\n<p>Excel\u00eancia de colabora\u00e7\u00e3o internacional e financiamento dom\u00e9stico de longo prazo<\/p>\n<p><strong>Campos emergentes<\/strong><\/p>\n<p>Campos que est\u00e3o perto de perceber n\u00edveis internacionais de excel\u00eancia: meio ambiente \/ ecologia, psiquiatria \/ psicologia e matem\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Desempenho estadual e institucional<\/strong><\/p>\n<p>Ainda de acordo com o Relat\u00f3rio, a atividade de pesquisa no Brasil est\u00e1 concentrada em alguns estados (particularmente em S\u00e3o Paulo), mas v\u00e1rios estados apresentam um desempenho relativamente bom com base nas m\u00e9tricas de cita\u00e7\u00e3o (<em>Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 36 original abaixo<\/em>).<\/p>\n<figure id=\"attachment_19293\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-labelledby=\"figcaption_attachment_19293\"><a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Estados-brasileiros.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19293\" title=\"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil\" src=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Estados-brasileiros.jpg\" sizes=\"(max-width: 592px) 100vw, 592px\" srcset=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Estados-brasileiros.jpg 641w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Estados-brasileiros-300x245.jpg 300w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Estados-brasileiros-135x110.jpg 135w\" alt=\"\" width=\"592\" height=\"483\" \/><\/a><figcaption id=\"figcaption_attachment_19293\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) \u00e9 a maior produtora de documentos de pesquisa cient\u00edfica do Brasil (mais de 20% da produ\u00e7\u00e3o nacional). A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) t\u00eam n\u00edveis m\u00e9dios de cita\u00e7\u00f5es de seus artigos, localizando-se no patamar de 1% dos artigos mais citados no mundo. A R<em>eprodu\u00e7\u00e3o da Figura 39 original <\/em>abaixo<em>\u00a0<\/em>apresenta a lista de Universidades mais destacadas do Brasil. O Ap\u00eandice 2 apresenta os perfis de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos dez estados brasileiros mais produtivos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_19362\" class=\"wp-caption alignnone\" aria-labelledby=\"figcaption_attachment_19362\"><a href=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Best-universities.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-19362\" title=\"Panorama da Produ\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do Brasil\" src=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Best-universities.jpg\" sizes=\"(max-width: 579px) 100vw, 579px\" srcset=\"http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Best-universities.jpg 943w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Best-universities-300x176.jpg 300w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Best-universities-768x450.jpg 768w, http:\/\/www.sibi.usp.br\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/Relatorio-Clarivate-Capes-Best-universities-180x106.jpg 180w\" alt=\"\" width=\"579\" height=\"339\" \/><\/a><figcaption id=\"figcaption_attachment_19362\" class=\"wp-caption-text\"><em>Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>== REFER\u00caNCIAS ==<\/strong><\/p>\n<p><strong>[1]<\/strong> CROSS, Di; THOMSON, Simon; SIBCLAIR, Alexandra. <em><strong>Research in Brazil: A report for CAPES by Clarivate Analytics.<\/strong><\/em><em><strong>\u00a0<\/strong><\/em>Clarivate Analytics, 2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.capes.gov.br\/images\/stories\/download\/diversos\/17012018-CAPES-InCitesReport-Final.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.capes.gov.br\/images\/stories\/download\/diversos\/17012018-CAPES-InCitesReport-Final.pdf<\/a>&gt; Acesso em: 18 jan. 2018.<\/p>\n<p><strong>[2]\u00a0<\/strong>CAPES. Documento disponibilizado \u00e0 CAPES apresenta desempenho e tend\u00eancias na pesquisa brasileira. Bras\u00edlia, DF, <strong>Not\u00edcias Capes<\/strong>, 17 jan. 2018. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.capes.gov.br\/sala-de-imprensa\/noticias\/8726-documento-disponibilizado-a-capes-apresenta-desempenho-e-tendencias-na-pesquisa-brasileira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.capes.gov.br\/sala-de-imprensa\/noticias\/8726-documento-disponibilizado-a-capes-apresenta-desempenho-e-tendencias-na-pesquisa-brasileira<\/a>&gt; Acesso em 18 jan. 2018.<\/p>\n<p><strong>[3]<\/strong> OECD Science, Technology and Innovation Outlook 2016. Paris: OECD Publishing, 2016. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1787\/sti_in_outlook-2016-en\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1787\/sti_in_outlook-2016-en<\/a>&gt; Acesso em: 18 jan. 2018.<\/p>\n<div data-wpusb-component=\"buttons-section\">\n<div id=\"wpusb-container-rounded\" class=\"wpusb wpusb-rounded \" data-element-url=\"http%3A%2F%2Fbit.ly%2F2mLpBOy\" data-element-title=\"Relat%C3%B3rio%20da%20Clarivate%20para%20a%20Capes%20revela%20panorama%20da%20produ%C3%A7%C3%A3o%20cient%C3%ADfica%20do%20Brasil%20%282011-2016%29\" data-attr-reference=\"19110\" data-attr-nonce=\"82495bf9fd\" data-is-term=\"0\" data-wpusb-component=\"counter-social-share\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"main-end\" aria-labelledby=\"lbl-main-end\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da Clarivate para a Capes mostra o panorama da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Brasil (2011-2016). Clique aqui para acessar o Relat\u00f3rio Fonte: SIBI USP O Relat\u00f3rio intitulado Research in Brazil\u00a0[1], produzido pela equipe de analistas de dados da Clarivate Analytics para a Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (CAPES) apresenta elementos que corroboram significativa melhora de desempenho da pesquisa brasileira de 2011 a 2016 [2]. Os dados analisados foram obtidos do InCites, plataforma anal\u00edtica baseada nos documentos (artigos, trabalhos de eventos, livros, patentes, sites e estruturas qu\u00edmicas, compostos e rea\u00e7\u00f5es) indexados na base de dados multidisciplinar Web of Science editada pela Clarivate Analytics (anteriormente produzida pela\u00a0Thomson Reuters). O Relat\u00f3rio procura responder perguntas sobre como a pesquisa brasileira est\u00e1 mudando e como o desempenho foi afetado por mudan\u00e7as na pol\u00edtica e no financiamento. Usando a bibliometria para analisar documentos de pesquisa brasileiros publicados entre 2011 e 2016, foram identificados pontos fortes e oportunidades para a pol\u00edtica de pesquisa e ci\u00eancia brasileira. Al\u00e9m dos dados de desempenho global, o Relat\u00f3rio cont\u00e9m ap\u00eandices que apresentam informa\u00e7\u00f5es metodol\u00f3gicas e perfis dos estados brasileiros mais produtivos. Esta mat\u00e9ria apresenta um resumo das an\u00e1lises, conclus\u00f5es e gr\u00e1ficos contidos no Relat\u00f3rio original (tradu\u00e7\u00e3o livre). As principais conclus\u00f5es do Relat\u00f3rio foram: &nbsp; Produtividade \u2022 O Brasil \u00e9 o 13\u00ba maior produtor de publica\u00e7\u00f5es de pesquisa (papers) em n\u00edvel mundial e seus resultados de pesquisa crescem anualmente (Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 1 original). Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016) De acordo com os autores do Relat\u00f3rio, desde 1990, o governo brasileiro estabeleceu objetivos ambiciosos para aumentar as despesas internas brutas em pesquisa e desenvolvimento (em ingl\u00eas Gross Domestic Expenditure on Research and Development \u2013 GERD) com uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB). O objetivo atual, estabelecido em 2014, \u00e9 alcan\u00e7ar 2% at\u00e9 2019, de acordo com a Estrat\u00e9gia Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (ENCTI) 2016-19, que colocou a inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds como uma estrat\u00e9gia central de aumento da produtividade, desenvolvimento econ\u00f4mico e social [3]. Embora esse objetivo n\u00e3o tenha sido cumprido \u2013 os dados da GERD mais recentes para 2014 situaram-se em 1,17% do PIB, ante 1,20% no ano anterior \u2013 em termos reais de financiamento, a pesquisa continua a crescer. Qual \u00e9 o impacto da pesquisa brasileira? O n\u00famero de cita\u00e7\u00f5es que uma publica\u00e7\u00e3o de pesquisa (paper) recebe reflete o impacto que teve em pesquisas posteriores. As publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas citam documentos anteriores para validar uma contribui\u00e7\u00e3o intelectual. Portanto, pode-se dizer que uma publica\u00e7\u00e3o (ou uma cole\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es) com uma contagem de cita\u00e7\u00f5es mais elevada teve um impacto maior no campo de conhecimento ao qual se relacionou. No entanto, as taxas de cita\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dependem da \u00e1rea de pesquisa e da idade de uma publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (os documentos mais antigos tiveram mais tempo para obter cita\u00e7\u00f5es em compara\u00e7\u00e3o com os mais recentes). Para explicar esses fatores, a contagem de cita\u00e7\u00f5es de publica\u00e7\u00f5es foi normalizada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia mundial de cita\u00e7\u00f5es esperada para o campo de conhecimento e o ano de publica\u00e7\u00e3o. Neste Relat\u00f3rio, o termo \u201cimpacto de cita\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 usado para referir-se \u00e0 contagem m\u00e9dia de cita\u00e7\u00f5es normalizada para uma publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou grupo de documentos, em vez da contagem m\u00e9dia de cita\u00e7\u00f5es por publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (paper). \u2022 O impacto da cita\u00e7\u00e3o do Brasil historicamente foi abaixo da m\u00e9dia mundial, mas aumentou mais de 15% em rela\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos seis anos (Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 3 original). Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016) Ainda de acordo com o Relat\u00f3rio, o impacto do Brasil na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mundial aumentou ano-a-ano de 0,73 em 2011 para 0,86 em 2016, um aumento de 18%. Caso essa tend\u00eancia atual seja mantida, em 2021, o Brasil atingir\u00e1 a m\u00e9dia global de 1,0. Hoje, o Brasil produz alguns artigos altamente citados e alcan\u00e7ou boas taxas de cita\u00e7\u00f5es entre os 1% dos artigos mais citados no mundo (aqueles com um impacto m\u00e9dio de cita\u00e7\u00e3o maior ou igual a 4,0). Colabora\u00e7\u00e3o internacional Globalmente, a ci\u00eancia torna-se cada vez mais colaborativa, cada pa\u00eds colaborando com cerca de 200 outros pa\u00edses. O impacto da cita\u00e7\u00e3o parece correlacionar-se fortemente com as taxas de colabora\u00e7\u00e3o internacional. Portanto, os 80.291 documentos produzidos por autores brasileiros em co-autoria internacional alcan\u00e7aram o impacto m\u00e9dio mundial de 1,31 pontos, ultrapassando o \u00edndice nacional de 0,86 (2016), e representam em torno de 32,03% do total de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas produzidas pelo Brasil no per\u00edodo (Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 23 original). De acordo com o Relat\u00f3rio, \u00e9 encorajador ver que, ao comparar os pa\u00edses que comp\u00f5em o BRICS, o Brasil teve aumentos anuais no n\u00famero de documentos produzidos em colabora\u00e7\u00e3o internacional, com impacto m\u00e9dio maior. \u00a0 \u00a0 \u00a0Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science (2011-2016) \u2022 Cada vez mais os pesquisadores brasileiros est\u00e3o ultrapassando as fronteiras do pa\u00eds e mesmo indo al\u00e9m da Am\u00e9rica Latina. Os documentos resultantes de co-autorias internacionais t\u00eam tido um impacto maior do que a pesquisa realizada exclusivamente no Brasil. \u2022 No geral, os co-autores da ind\u00fastria colaboram com apenas cerca de 1% dos trabalhos de pesquisa brasileiros. \u2022 As grandes empresas farmac\u00eauticas foram os colaboradores industriais mais frequentes e a Petrobras foi a \u00fanica empresa dom\u00e9stica a colaborar significativamente com os cientistas brasileiros (Reprodu\u00e7\u00e3o da Figura 13 original). Fonte: InCites \u2013 Clarivate Analytics Web of Science\u00a0(2011-2016) Compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses pares \u2022 O Brasil se compara bem com pa\u00edses vizinhos e economicamente similares, registrando crescimento acima da m\u00e9dia em impacto e colabora\u00e7\u00e3o internacional. \u2022 O Brasil tem baixas taxas de colabora\u00e7\u00e3o industrial e internacional em comum com outros pa\u00edses em r\u00e1pido desenvolvimento. \u2022 Pa\u00edses economicamente similares (como a \u00cdndia) e pares regionais (como a Argentina) fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre diferentes abordagens para apoiar a pesquisa que poderiam ser mais exploradas pelos decisores pol\u00edticos. Oportunidades \u2022 A composi\u00e7\u00e3o da pesquisa brasileira revela atividade e excel\u00eancia concentradas em campos que receberam investimentos setoriais. \u2022 Os campos de meio ambiente. ecologia, psiquiatria, psicologia e matem\u00e1tica t\u00eam um impacto de cita\u00e7\u00e3o aproximando-se da m\u00e9dia mundial e s\u00e3o \u00e1reas em que o Brasil poderia emergir como l\u00edder. \u2022 O aumento da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4490,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[84,18],"tags":[39,83,85,86,82],"class_list":["post-2062","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-informacoes-pesquisa-academica","category-informacoes-uteis","tag-capes","tag-clarivate","tag-panorama-da-producao-cientifica-do-brasil","tag-pesquisa","tag-producao-cientifica-do-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2062","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2062"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2062\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/clientes.jusanalytics.com.br\/professor\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}